Animais Floresta AmazônicaDe acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA), em 2005, a fauna amazônica era constituída de 4.221 espécies de animais. Talvez imaginava-se que a Floresta Amazônica era como os filmes do Tarzan, deslizando sobre os galhos, cercado de elefantes, lobos, girafas, etc. É claro que este ambiente é encontrado em florestas como na África (que é a menor área de floresta tropical do mundo) ou no Pantanal, mas não na Floresta Amazônica.

Apesar disso, existe uma fauna variada e espécies desconhecidas. Os mais populares são os macacos, como o macaco-aranha, os guaribas, os coatás, os barrigudos, etc. Há também a presença de muitos répteis, anfíbios, peixes, mamíferos terrestres e aquáticos, aves e muitos insetos. Nos rios amazônicos existem cerca de 85% de espécies de peixes da América do Sul e um dado curioso é que só no Rio Negro foram catalogadas 450 espécies de peixes.

Piracema

Um fato interessante é o processo conhecido como piracema. No período da desova dos peixes, eles nadam contra a correnteza, encontrando obstáculos para reprodução da sua espécie. Além de obstáculos naturais, eles também fogem da pesca predatória, que é proibida durante essa época. Sendo este um sistema interligado, onde qualquer alteração produz desequilíbrios consideráveis, a pesca predatória durante a piracema prejudica a cadeia alimentar havendo o desaparecimento de algumas espécies e aumento de outras.

A maior parte da fauna amazônica é composta por muitos insetos, nela encontra-se besouros, formigas, vespas, mariposas, etc. Esses animais são de grande importância nos ecossistemas, pois ajudam na polinização das plantas direta ou indiretamente.

Já as aves são responsáveis por colocar um pouco de cor na floresta. Na Amazônia existem 1.300 espécies de aves, constituídas por araras, papagaios, periquitos, tucanos, entre outros.

Principais Espécies de Animais da Amazônia

De acordo com a National Geografic a quantidade total de espécies da floresta amazônica pode variar entre 800 mil e 30 milhões. A existência dessa grande biodiversidade depende das variações do clima, da capacidade de adaptação das espécies e também de sua captura pelo homem. Na seca, que compreende os períodos de maio a setembro, as folhas caem de árvores e mostram os macacos-aranhas em busca de alimento. O nível do rio é baixo e é possível avistar o saí-andorinhas ou as borboletas. A anta em busca de água procura poços mata adentro, mas quando não encontra, procura na beira do rio, onde pode ser atacada por uma onça-pintada.

No período de chuvas, de outubro a abril, a água traz muitos benefícios para todos os animais da floresta, como as frutas. É possível ver saíras, araras, macacos, sapos venenosos e até cobras, que procuram locais elevados para fugir da inundação da floresta. No fim, as borboleta aparecem para anunciar o fim das chuvas e o recomeço de todas as etapas anteriores.

Anta (Tapirus terrestris)

É considerada o maior mamífero da América do Sul. Quando se sente ameaçada mergulha rapidamente para se proteger e é também uma ótima nadadora. Costumam visitar saleiros naturais para obter nutrientes que não absorvem na sua alimentação de folhas e frutos. Muitos caçadores conhecem seus habitats e ficam de tocaia para abater o animal.

Araçari-Castanho (Pteroglossus castanotis)

São da família dos tucanos, predadores de ovos e filhotes de pássaros, mas também espalham sementes, capazes de fazer nascer árvores que produzem frutos.

Arara-Canindé (Ara ararauna)

Também conhecida como arara-vermelha ou araracanga é uma espécie de arara que representa essa população de pássaros na Amazônia.

Ariranhas (Pteronura brasiliensis)

São animais característicos da floresta amazônica. Elas se alimentam de peixes e podem mergulhar nos rios para essa captura em uma bando de 12 indivíduos. Os animais adolescentes são responsáveis por cuidar dos mais novos até adquirirem capacidade para criar um novo bando. Borboletas - durante a temporada de seca, as borboletas aparecem nas praias que se formam nas margens dos rios à procura de minerais essenciais para a reprodução.

Cobra-cigarra (Fulgora sp.)

Também conhecida como jequitiranaboia é um inseto marcado por muitas lendas e mitos. No Brasil, acredita-se que seu veneno pode se fatal para homens adultos. Porém, o animal não é venenoso, tem uma dieta exclusiva de seiva que coleta de árvores por meio de seu longo e afiado apêndice bucal.

Coró-coró (Mesembrinibis cayennensis)

Seu nome tem origem do som que elas emitem. São comuns nas margens dos rios em busca de plantas aquáticas e invertebrados.

Garça-Real (Pilherodius pileatus)

É uma espécie de ave que se encontra, muitas vezes, nas margens dos rios. Sua fonte de alimento são os peixes, mas prefere insetos que ficam voando próximo da água.

Harpia (Gavião-Real) 

É uma ave de rapina poderosa que voa pela floresta em busca de suas presas. Suas garras são capazes de esmagar ossos de macacos, preguiças e aves de médio porte. O desmatamento e o conflito com seres humanos representa uma das ameaças para reduzir essa espécie.

Jacaretinga (Caiman crocodilus)

Na infância, costumam alimentar-se de sapos, insetos e outros animais pequenos. Já na fase adulta se alimentam de peixes.

Jararaca-cinza (Bothriopsis taeniata)

É uma serpente comum na floresta amazônica cujo veneno pode ser letal para animais e seres humanos.

Macaco-aranha-de-cara-branca (Ateles marginatus)

Vive em áreas, como na Transamazônica, e é atingida pelo desmatamento na Amazônia, em especial, na região norte do Mato Grosso, onde existem grandes plantações de soja.

Mariposa-Atlas (Rothschildia sp)

É capaz de atingir quase 30 centímetros e pode ser atraída pela luz. Ele pode ser vista nas janelas dos quartos a noite.

Onça-pintada (Panthera onca)

Apesar de aparecer em menor quantidade, o felino tem um papel importante para o ecossistema, pois capturam presas fáceis, como animais doentes velhos e inexperientes. O desmatamento e a caça é um dos fatores que contribui para o seu desaparecimento.

Pavãozinho-do-Pará (Eurypyga helias)

É um animal que costuma procurar insetos nas margens dos rios em período de seca.

Sapos

Uma das espécies venenosas (Dendrobatídeos) pode ser encontrado na floresta. Ele possui uma cor viva e seu veneno é utilizado por algumas tribos na ponta da flecha para abater a presa, em uma caça.

Saí-andorinha (Tersina viridis)

É um pássaro de cor azul forte, quase fosforescente. É encontrado nas margens dos rios.

Surucucu (Lachesis muta

É uma das espécies mais temidas de cobra na Amazônia. É capaz de atingir 4,5 metros de comprimento. Sua cor marrom amarelado, com pontos negros é aliada para sua camuflagem, quando está no chão coberto por folhas secas.

Sucuri (Eunectes murinus)

Podendo atingir até 250 quilos, é uma das cobras mais pesadas do planeta. Ela procura ficar mais perto da água à espera de animais para o abate. O seu tamanho facilita a captura de animais maiores, como a anta.

Perigos da Mata

A Floresta Amazônica é cercada por beleza, mas também muitos perigos escondidos na mata. As dificuldades que os expedicionários encontraram no passado foi a presença de mosquitos e insetos transmissores de enfermidades diversas tais como serpentes venenosas, plantas espinhosas e venenosas, índios, rios e cavernas desconhecidos. Portanto, na hora de se aventurar na Amazônia, é necessário ficar de olhos abertos e observar tudo em detalhes. Um modo de defesa, no encontro com um animal nocivo, é vê-los à distância e ter muito cuidado, tratando de observar todos os lugares. Conheça alguns animais perigosos:

  • Mosquitos – mais conhecidos como muriçocas, pernilongos ou borrachudos. Essas pequenas criaturas estão relacionadas a mais de 2 milhões de mortes de pessoas por ano no mundo. Ao viajar para a Amazônia, principalmente na primeira viagem, tome todas as vacinas e use repelente, pois estes insetos gostam muito de locais úmidos e com muita formação arbórea.
  • Cobras venenosas – jararaca, surucucu, coral e a cobra papagaio, estas são as espécies de cobras mais perigosas. Elas são mais ativas à noite e encontram-se penduradas em árvores, troncos ocos, buracos, rastejando-se no chão e o alvo de ataque delas são os pés e as pernas. Por isso, nas caminhadas pela floresta deve-se usar botas e sapatos que protejam da ação de certos animais. As cobras são responsáveis por mais de 100 mil mortes por ano no mundo.
  • Aranhas – são perigosas as aranhas armadeira e marrom. Se for picado por uma delas, é necessário a aplicação de soros correspondentes a uma determinada espécie.
  • Escorpiões – os escorpiões preto e amarelo são nocivos ao homem e possuem uma picada dolorosa e intensa, sendo necessário a aplicação do soro em casos graves.
  • Arraias – vivem em águas doces, em lagos, rios e possuem um ferrão serrilhado coberto de veneno. O ideal é arrastar os pés sobre as águas e cutucar o fundo do rio com um galho.
  • Animais selvagens – onças, jaguatiricas e gatos do mato podem ser um perigo quando estão famintos ou quando confundem a sua presa com um ser humano, caso isso aconteça, não fique parado. Suba em uma árvore e fique por lá até o felino ir embora.

Animais Ameaçados de Extinção

Com a enorme variedade de animais, bem como de vegetação é importante entender que esses elementos são fundamentais para a manutenção dessa biodiversidade. As principais ameaças ao bioma é proveniente da destruição dos habitats, da caça ilegal, do desmatamento e do tráfico de animais. Esses problemas não são recentes, governo e instituições que defendem o bioma buscam formas de conscientizar a população sobre a recuperação e preservação dessas espécies ameaçadas. Dentre os animais que correm o risco de desaparecer está o Peixe-Boi-da-Amazônia. Ele é encontrado no rio amazonas, é caçado de forma ilegal para o consumo e venda de carne e gordura. Possui uma reprodução lenta e a destruição dos ambientes nas margens dos rios, o atropelamento por barcos pode agravar a situação.

Principais Animais Ameaçados

  • Onça-pintada;
  • Tamanduá-bandeira;
  • Uacari-branco;
  • Sauim-de-Coleira;
  • Ariranha;
  • Macaco-aranha;
  • Gato-maracajá;
  • Macaco-de-cheiro, etc.

Para ajudar e acabar com as ações ilegais contra os animais silvestres ou fazer devoluções de animais é importante procurar os órgãos responsáveis, tais como o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) ou o Ibama.

A pena para crimes ambientais é de seis meses a um ano de detenção, e também multa de R$ 500 a R$ 5 mil, chegando a aumentar com a morte do animal.